quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O GORDO E O MAGRO, A DANÇA DA VIDA!

Uma criança, 5 anos, cuja análise caminhava muito bem...
Ele já ria, conversava,
 jogava futebol,
torcia apaixonadamente para o Galo,
 ia aos lugares sem que, necessariamente a mãe tivesse de ir,
 não batia em todo mundo a qualquer desavença, pois já sabia falar,
chegou um dia e me disse:
- Oh, eu não tô querendo vir mais não, pois esse horário está muito ruim!
-Uai! respondi, podemos ver um outro, se você quiser!
- Ah mas eu não tenho outro e este eu até quero vir um pouco, mas está atrapalhando a coisa que eu mais estou gostando na vida!
-É? O que é que vc mais está gostando na vida?
-De assistir ao "Gordo e o Magro"!
Surpresa, pois "Gordo e Magro", personagens da minha infância, que me valeram deliciosas gargalhadas, despregadas de todas as minhas angústias, assistidos nos "Cine Grátis" da Praça Raul Soares, ainda faziam o mesmo efeito, 50 anos depois!!!
Viva o"Gordo e o Magro"!
Viva a singeleza, a ingenuidade e a graça que só a criança, ou quem conserve da infância o gostinho e a molecagem, pode apreciar e curtir!!!

A homenagem está aí, acompanhada da música de Santana! Obrigada, Paulinho!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O vaso e a flor, uma relação importante!!!



Rosa tinha 3 anos e meio e ainda não conseguia limpar o bumbum depois

que fazia seu cocô.

As chamadas eram sempre:

- Mãe, já acabei! Limpa meu bumbum?

 Um belo dia a mãe, como sempre chamada, chegou ao banheiro.

Rosa já tinha descido do vaso, se virado, deixando a bundinha

à mostra, para ser limpada.

Enquanto a mãe fazia o serviço, escutou-a falar pausadamente:

 -CE-LI-TE!

A mãe levou um ultra susto e pensou consigo mesma:

-Que é isso? Esta menina está lendo?

A Rosinha pequenina que desce do vaso e vira a bundinha para ser limpada....está lendo?

A mãe ouviu que ela repetia baixinho, observando a marca impressa na louça do

vaso :

-CE-LI-TE!

-Minha flor, o que é mesmo que você disse?

- CE-LI-TE!

Rosinha mostrou, passando o dedinho em cada sílaba da palavra

gravada no vaso.

-Tá escrito aqui, ó! completou.

Muito surpresa e confusa, já que se tratava de uma garotinha muito

nova pra saber ler, a mãe disse:

-VOCÊ ESTÁ LENDO?

Por causa da  voz alterada e surpresa da mãe,

apressadamente, como se estivesse fazendo alguma coisa muito errada e

tivesse sido pega "no flagra":

-EU NÃO! DE JEITO NENHUM!

Foi preciso algum tempo para convencê-la de que aquilo era uma boa

novidade e um bom tempo para a mãe conseguir sair daquele espanto!! Qual espanto mesmo?

Talvez o de perceber que a baixinha espertinha que pedia que lhe limpassem a bundinha...já sabia ler!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

Como os adultos podem se imbecilizar, diante de uma criança...E ela devolve o retrato!



Aniversário do Gabriel!
Quatro e bem vividos aninhos!
 Casa cheia, festa animada e ele, com certeza muito ocupado com os amigos e as brincadeiras, quando a mãe o convoca para receber uma amiga dela, retardatária, prestem atenção, só retardatária, por enquanto...
Eis que a jovem senhora inicia uma suposta conversa com Gabriel em sonoro tatibitate, hoje conhecido por "baby talk"...
-Petetê, petetô, que cosa mar lindinha esse menininho, qui gacinha, bla,bla, ta,ti,bi...lemba da titia, quelido??? Você deve lembrar...sou a Mi...Mi....Mi...
Não teve dúvida! Gabriel emendou, pronto:
-MIOJO!
E saiu correndo a se juntar aos amigos e a sua brincadeira!
Cá pra nós, ela escapou de ele ser mais claro ainda e dizer
-MIERRA, MILARGA, MIENCHENÃO!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O pum, o gambá, a alma e a morte...



A mãe distraída, dele, mas absolutamente investida em sua leitura.

O garotinho, poucos dois anos e tanto, talvez três, brincando ao redor dela

De repente, um sonoro e fedorento pum!

A risada da criança e, inevitavelmente, a atenção (finalmente!) da mãe.

Então, outra surpresa:

-Mãe, será que o gambá se incomoda com o próprio cheiro??

Que pergunta! Grande e profunda filosofia!!!

Em geral não se incomodam, os próprios sujeitos, com os próprios cheiros!

Aos outros, talvez. Neste caso, o do pum, sempre!

A mãe ficou lá cismando....e disse a êle:

-Pelo visto, o gambazinho aí não se incomoda nem um pouco! Pelo contrário, acha graça!

Mas não parou por aí a aula de filosofia!

Em seguida, o garotinho lasca essa:

-Será que a alma da gente é assim?

Sai do corpo como um pum...e sobe para o céu quando a gente morre?

Aí já foi demais!

Tamanha tentativa de elaboração das coisas que saem das pessoas, da alma, da morte...deixou mesmo a mãe com as suas questões pelo resto do dia, do ano, da vida e talvez, até hoje!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Com crianças, não vale a maquiagem !


Ingrid tinha mais ou menos 3 aninhos e, no colo , num ônibus, ia toda serelepe.

 Era dia de passeio com a mãe.

A pequenina, vivíssima, observava tudo à sua volta.

Sentavam-se naquelas cadeiras que ficavam umas à frente das outras, de modo que se podiam reparar as pessoas, face a face.

Os olhinhos da garota não paravam!

Até que, de repente, ficaram grudados numa senhora bem à frente das duas, mãe e filha.

 A baixinha não parava de olhar aquela figura esquisita, tão pintada e com tanta maquiagem que parecia recoberta por uma argamassa.

 Batom e “rouge” bem vermelhos, olhos com sombras azuis, os cílios postiços alongados e bem pretos.

 Maquiagem das pálpebras de “kajal”. Lembram-se do “kajal” da avon?

Lápis macios e bem pretos, para deslizarem facilmente nas pálpebras e contorno dos olhos.

A mãe, já desconfiada de que a filhinha iria fazer algum comentário, “tremeu nas bases”...

E não se enganou.

De repente ela se dirige à senhora:

-Por que a senhora está tão maquiada?

 A senhora, toda simpática responde:

-Para eu ficar bonita, ora essa!

E a criança, com a sinceridade que é comum às crianças, solta essa:

-E por que é que a senhora num tá bonita?

A mãe quis se esconder, mas não foi possível!

Todo o ônibus já tinha ouvido!!!

Sorrisos e entreolhares sorrateiros seguiram viagem com os passageiros naquela manhã de verdade!

Faça um lugar melhor pra você e pra mim!!!! De coração!!!

Aí está, pessoal, o que uma criança pede ao mundo! Seria uma boa candidata à presidência, não é?



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Na falta de....uma caderneta de poupança!!!



Desde que viu, sem a fraldinha,

bem peladinha,

a menininha

da vizinha,

que o pequeno rapazinho de tres anos passou a ficar inquieto!
Rodeava, rodeava a mãe e ensaiava cada hora uma pergunta:

- Você tem um pipiu?

- Não???

Rodeava, rodeava e...

- Mas, então, como é que você faz xixi?

Mais uns dias, mais umas voltinhas e de novo lá vinha o baixinho:

- Por que é que você não tem “Pereira”?

- Uái! Todos os homens daqui de casa tem “Pereira”. (o sobrenome do pai)

A mãe começou a perceber a questão...e diz:

-Todos os homens tem “Pereira”, mas eu não sou homem...

Até que em ato de desespero ele diz, penalizado,todo carinhoso e sedutor:

-Não se preocupe nem fique triste porque você não tem “Pereira”. Eu vou comprar um pra você no hospital!

E, em última instância:

-Se eu não achar pra comprar,

quando eu crescer eu vou lhe dar uma caderneta de poupança!

 Tá resolvido!